NAVEGUE PELA COBERTURA EDUCOMUNICATIVA REALIZADA POR 100 ADOLESCENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

27 de maio de 2008

RIVOLTELLA DEFENDE EDUCOMUNICAÇÃO

Rivoltella defende Educomunicação, em Congresso
de Faculdades de Comunicação, em Roma

O Prof. Pier Cesare Rivoltella, da Universidade Católica de Milão, conhecido no Brasil pelos cursos sobre Media Education oferecidos na PUC do Rio de Janeiro e na UFSC, em Florianópolis, defendeu o conceito da Educomunicação em sua palestra, no Auditório da Universidade Urbaniana, em Roma, por ocasião da abertura do Congresso de Faculdades de Comunicação das Universidades Católicas, no dia 22 de maio de 2008, convocada pelo Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais (PCCS) do Vaticano.
Para o professor de Milão, a Educomunicação deve ser entendida como uma "prática de mediação cultural", cabendo ao educomunicador transformar-se num profissional em condições de ser uma "presença significativa" na vida das novas gerações. A referência a este novo tipo de profissional foi ilustrada, pelo conferencista, como uma exigência dos novos tempos, quando uma pesquisa junto a oito mil adolescentes europeus de 12 a 18 anos deu conta de que os jovens que avançaram, em passado recente, na promoção de práticas horizontais de comunicação, facilitadas pelos novos recursos tecnológicos (diálogo entre pares e distância em relação ao mundo dos adultos), mostram-se interessados, hoje, em buscar um diálogo mais produndo com adultos que possam socializar com eles experiências de lhes facilitem a formulação de sentidos de vida. A figura deste adulto, segundo Rivoltella, tem o perfil descrito pelo ideário da Educomunicação: uma pessoa ou um profissional que conhece profundamente os campos da comunicação e da educação, maneja as tecnologias da informação e mantém-se aberto a constante diálogo inter-cultural com as novas gerações, associando-se a elas na promoção de espaços de produção de cultura.
Ações na interface entre comunicação e educação foram também defendidas pela Profa Dominica Dipio, da Makerere State University de Kampala, Uganda, que preferiu usar o conceito de "media education", relacionado mais especificamente à formação das audiências frente aos riscos de uma influência negativa dos meios sobre seus usuários.
Formação do Educomunicador
Presente ao evento, Hector Garcia Ospina, representante da Universidad de Santo Tomás, de Bogotá, Colômbia, comentou que em sua escola os alunos podem optar pela ênfase em Comunicação e Educação, após três anos de um currículo básico de Comunicação Social. Já na Índia, o profissional encarregado da "media education" é um professor especialmente preparado para manejar os Media Clubs, constituídos por grupos de estudos que se espalham por determinado território, voltados para o debate sobre a presença da mídia em suas vidas. Em muitos destes clubes a produção midiática faz parte do currículo. A informação foi transmitida pelo Prof. George Plathottam, assessor de comunicação da Conferência Episcopal Indiana.
Por sua vez, o Prof. Ismar de Oliveira Soares, da ECA/USP e Presidente da UCIP – Union Catholique Internatinale de la Presse, entidade com sede em Genebra, Suíça, reforçou os comentários de Rivoltella, sugerindo que as Universidades superem a perspectiva tradicional de deter-se na formação para o mercado tradicional de comunicação, repetindo um esquema difundido a partir dos Estados Unidos nos anos 50, para assumir a complexidade das relações que se dão no espaços educativos a partir da realidade representada pela sociedade midiática. Informou que, nesta linha, a USP prepara-se para instalar uma Licenciatura em Educomunicação.

Postado por Carmen Gattás

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