NAVEGUE PELA COBERTURA EDUCOMUNICATIVA REALIZADA POR 100 ADOLESCENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

10 de novembro de 2008

Educomunicação: a busca do protagonismo cidadão - Planeta Sustentável – 03/11/08


mobilização
Educomunicação: a busca do protagonismo cidadão
Durante três dias, especialistas debateram no VI Simpósio de Educomunicação – Meio Ambiente, Jornalismo & Educomunicação, em São Paulo, sobre como os meios de comunicação possibilitam a ampliação da capacidade de expressão dos indivíduos com relação ao meio ambiente e, também, como o tema se tornou pauta das políticas públicas brasileiras
- A A +Por Sucena Shkrada Resk
Planeta Sustentável – 03/11/08


Os relatos sobre projetos que descrevem a participação ativa de cidadãos de diferentes localidades brasileiras - no seu direito de manifestação e multiplicação de conhecimentos socioambientais - prenderam a atenção do público do VI Simpósio de Educomunicação, realizado no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, entre os dias 28 e 30 de outubro.

O evento foi uma realização do IIJC - Instituto Internacional de Jornalismo e Comunicação , do NCE - Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo, do SescSP - Serviço Social do Comércio, em parceria com o Canal Futura e com o Dea/SAIC/MMA - Departamento de Educação Ambiental da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.

[RTC0]PROCESSO INICIADO NA DÉCADA DE 70[/RTC0]
Desde o início dos anos 70, se difunde gradativamente o conceito de Educomunicação. Segundo Ismar de Oliveira Soares, coordenador do NCE - Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo e coordenador do simpósio, o conceito significa um campo emergente de atividade, entre a comunicação social e a educação, que se volta para a implementação de programas e projetos, com o objetivo de ampliar a capacidade de expressão dos indivíduos. “Com isso permite o diálogo e o compartilhamento dos contrários, e derruba o paradigma do conhecimento neutro. E esse processo permite o acesso e uso de tecnologias”. Segundo ele, a meta é a prática da cidadania, mediante a gestão compartilhada e democrática. “A Educomunicação nasceu livremente dos movimentos sociais, das organizações não-governamentais, liberada das estruturas de hierarquias, e agora parte para a mídia, escolas e outros espaços".

O neologismo Educomunicação passou a integrar as políticas públicas adotadas do governo federal, de forma gradativa desde a Rio-92, principalmente com os objetivos traçados pelo Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global (leia a reportagem Tratado Ambiental, um compromisso pelo - e para - o Planeta) e se consolidou formalmente agora, com a produção de 90 mil cópias do CD Educomunicação Sociambiental, produzido pelo Ministério do Meio Ambiente, com organização do pesquisador Francisco de Assis Morais da Costa. O arquivo em PDF será disponibilizado para download até o final da primeira quinzena deste mês, no site do Departamento de Educação Ambiental do MMA.

“A existência da Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade (Rejuma), com os coletivos jovens, fortalecem esse trabalho. A proposta é estimular e difundir a comunicação popular participativa, no campo da educação ambiental brasileira”, explicou o pesquisador.

As iniciativas vêm se consolidando, desde a produção do Manual de Educomunicação, produzido pelo MMA e pelo Ministério da Educação, como apoio às atividades da II Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, em 2006.

Samyra Crespo, secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, do MMA, representou o ministro Carlos Minc. Ela definiu as "Agenda 21" locais, como uma ação educomunicativa ambiental. “É preciso que as escolas desenvolvam esse trabalho com a participação dos alunos, para tratar de temas, como saneamento, reflorestamento, lixo e esgoto. É uma forma de não olhar para o umbigo, mas para o universo”, afirmou. Assim, o aluno aprende fora da escola, ajuda a conscientizar os pais sobre como diminuir doenças de origem ambiental e melhorar a qualidade de vida.

“De acordo com os relatórios do IPCC, ficou claro que as mudanças climáticas são um desafio civilizacional e não um papo só de ecologistas. Por isso, é tarefa de todos educar para a sustentabilidade”, salientou Samyra.

Para Pedro Roberto Jacobi, coordenador da Pós-Graduação em Ciências Ambientais da USP, o desafio do Pronea - Programa Nacional de Educação Ambiental, no qual, a educomunicação se insere, é promover mais informações contextualizadas e desenvolver o aspecto dialógico.

[RTC1]COMUNIDADES EM MOVIMENTO[/RTC1]
Daniel Raviolo, sociólogo da ONG Comunidade e Cultura, de Fortaleza, CE, apresentou o projeto Jornal Escolar Primeiras Letras, iniciado em 1995 pela entidade, com estudantes de 1ª a 5ª séries. Um de seus destaques diz respeito à discussão e à campanha que os alunos de escolas do agreste desenvolveram em jornais escolares produzidos por eles, em 900 unidades do CE, BA, PI e RN, a partir de 2005. “Se a população não fala, nunca vai às ruas demandar políticas, para o gestor público agir”, salientou.

Segundo ele, o tema extrapolou a sala de aula já que 85% das crianças relataram que os jornais foram lidos por suas famílias. “Trataram dos temas de agroflorestas e adubação verde, além da importância das cisternas. Houve um plano de aula para a seqüência didática trabalhada pelos professores e os estudantes puderam expor sua opinião sobre a desertificação”, contou. Para colocar o projeto em andamento, as parcerias são firmadas principalmente com as secretarias municipais de educação, além da iniciativa privada.

Da região norte do país, o exemplo trazido ao evento foi o de comunidades ribeirinhas do rio Tapajós, no Pará, que se manifestam por meio da Rádio Mocoronga (identificação de quem nasce em Santarém), coordenada pelo projeto Saúde e Alegria, com patrocínio da iniciativa privada. “É a ampliação do espaço de participação e do exercício de cidadania da juventude ribeirinha, de 31 comunidades, que tem autonomia de conteúdo”, explica Fábio Pena, coordenador de comunicação da entidade.

Outra experiência do exercício de protagonismo comunitário foi do projeto A Nova Cartografia Social da Amazônia, que descreve o cenário de lutas e conquistas de movimentos sociais locais, com apoio da Ford Foundation, de universidades e entidades do terceiro setor.

A economista e pesquisadora Jurandir Novaes apresentou trabalhos, que descrevem peculiaridades de identidades culturais e conflitos vivenciados por comunidades, como a Associação de Moradores Francisco Coelho, de Marabá, PA, narrados pelos próprios moradores; como também de moradores ribeirinhos de ilhas do Belém, e de quebradeiras de coco de babaçu, entre outras. “São 4 séries, 80 fascículos, 7 livros e dois mapas, que não se restringem mais à Amazônia, e descrevem, também, a realidade de faxinaleses, comunidade típica no PR”.

[RTC2]ARESTAS NA COBERTURA JORNALÍSTICA[/RTC2]
O papel da imprensa na cobertura das pautas ambientais foi mais um tema de destaque, durante o VI Simpósio de Educomunicação, com a apresentação da pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira, realizada pela ANDI -Agência de Notícias dos Direitos da Infância. O levantamento foi apresentado por Veet Vivarta, secretário-executivo da instituição. O trabalho analisa notícias veiculadas em 50 jornais brasileiros - entre julho de 2005 e junho de 2007- sobre a cobertura das mudanças climáticas, com o apoio da Embaixada Britânica.

No aspecto educomunicativo, Vivarta relatou que a mídia fala muito pouco sobre o conceito de mudanças climáticas (1,11%), o que dificulta o entendimento por parte do cidadão comum. “No contexto dos cidadãos, 12,7% das publicações mencionam o público-alvo afetado pelas mudanças climáticas e 18,1%, que as populações de baixa renda serão especialmente afetadas”, comentou. Outro aspecto relevante, de acordo com os resultados, diz respeito ao número reduzido de questionamentos sobre a responsabilização sobre as mudanças climáticas.

[RTC3]JOVENS REPÓRTERES[/RTC3]
Com fala firme e decidida, o estudante Eduardo de Melo Floriano - 14 anos, da 8ª série da EE Deputado Salomão Jorge, de Carapicuíba, SP, que integra a ONG Interferência, do bairro do Jaguaré -, experimentou a rotina de repórter, pela primeira vez. Com olhar atento aos mínimos detalhes, ele registrou os debates do dia 30, disputando com outros "jornalistas" para entrevistar os palestrantes convidados. “Tento separar minha opinião, do que estou escutando. Dependendo do argumento, o especialista me conquista”. Eduardo ainda revelou que a experiência resultou em uma certeza, pelo menos. “Não sou um consumidor consciente. Preciso mudar!”. Isso ele constatou depois de ouvir a palestra sobre o tema ministrada por Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.

Já Juliana Alves Marques - 14 anos, da 8ª série da Emef General Euclides de Oliveira Figueiredo, da Vila São Francisco, participante da mesma ONG de Eduardo -, confessa que, apesar da vergonha, não pensou duas vezes em usar seu gravador. “O jovem tem de ter interesse pelas coisas e saber o que faz. Temos de ‘maneirar’ no consumo da água, que está em falta”, ressaltou.

Os alunos das escolas públicas integraram um grupo de 100 adolescentes participantes de entidades parceiras dos programas de educomunicação do NCE/USP, que realizaram a cobertura do evento - veja no site do Simpósio - difundida por meio da web-rádio e do Canal Futura, com o apoio de 30 orientadores. “Isso representa um laboratório do processo de educomunicação no qual podemos nos sentir construtores das idéias”, disse Ismar de Oliveira Soares, coordenador do NCE/USP.

Marisa Vassimon, gerente de Mobilização Comunitária do Canal Futura, revelou que a participação de crianças e jovens a partir de 11 anos na produção do canal, já é uma realidade por meio de conselhos editoriais e da veiculação de 50 mini-programas, entre outras ações. “É uma forma de ampliação de competências profissionais, como também da ampliação das redes sociais. Com isso, há um aprendizado mútuo”, finalizou.

Os relatos sobre projetos que descrevem a participação ativa de cidadãos de diferentes localidades brasileiras - no seu direito de manifestação e multiplicação de conhecimentos socioambientais - prenderam a atenção do público do VI Simpósio de Educomunicação, realizado no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, entre os dias 28 e 30 de outubro.

O evento foi uma realização do IIJC - Instituto Internacional de Jornalismo e Comunicação , do NCE - Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo, do SescSP - Serviço Social do Comércio, em parceria com o Canal Futura e com o Dea/SAIC/MMA - Departamento de Educação Ambiental da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.

PROCESSO INICIADO NA DÉCADA DE 70
Desde o início dos anos 70, se difunde gradativamente o conceito de Educomunicação. Segundo Ismar de Oliveira Soares, coordenador do NCE - Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo e coordenador do simpósio, o conceito significa um campo emergente de atividade, entre a comunicação social e a educação, que se volta para a implementação de programas e projetos, com o objetivo de ampliar a capacidade de expressão dos indivíduos. “Com isso permite o diálogo e o compartilhamento dos contrários, e derruba o paradigma do conhecimento neutro. E esse processo permite o acesso e uso de tecnologias”. Segundo ele, a meta é a prática da cidadania, mediante a gestão compartilhada e democrática. “A Educomunicação nasceu livremente dos movimentos sociais, das organizações não-governamentais, liberada das estruturas de hierarquias, e agora parte para a mídia, escolas e outros espaços".

O neologismo Educomunicação passou a integrar as políticas públicas adotadas do governo federal, de forma gradativa desde a Rio-92, principalmente com os objetivos traçados pelo Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global (leia a reportagem Tratado Ambiental, um compromisso pelo - e para - o Planeta) e se consolidou formalmente agora, com a produção de 90 mil cópias do CD Educomunicação Sociambiental, produzido pelo Ministério do Meio Ambiente, com organização do pesquisador Francisco de Assis Morais da Costa. O arquivo em PDF será disponibilizado para download até o final da primeira quinzena deste mês, no site do Departamento de Educação Ambiental do MMA.

“A existência da Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade (Rejuma), com os coletivos jovens, fortalecem esse trabalho. A proposta é estimular e difundir a comunicação popular participativa, no campo da educação ambiental brasileira”, explicou o pesquisador.

As iniciativas vêm se consolidando, desde a produção do Manual de Educomunicação, produzido pelo MMA e pelo Ministério da Educação, como apoio às atividades da II Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, em 2006.

Samyra Crespo, secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, do MMA, representou o ministro Carlos Minc. Ela definiu as "Agenda 21" locais, como uma ação educomunicativa ambiental. “É preciso que as escolas desenvolvam esse trabalho com a participação dos alunos, para tratar de temas, como saneamento, reflorestamento, lixo e esgoto. É uma forma de não olhar para o umbigo, mas para o universo”, afirmou. Assim, o aluno aprende fora da escola, ajuda a conscientizar os pais sobre como diminuir doenças de origem ambiental e melhorar a qualidade de vida.

“De acordo com os relatórios do IPCC, ficou claro que as mudanças climáticas são um desafio civilizacional e não um papo só de ecologistas. Por isso, é tarefa de todos educar para a sustentabilidade”, salientou Samyra.

Para Pedro Roberto Jacobi, coordenador da Pós-Graduação em Ciências Ambientais da USP, o desafio do Pronea - Programa Nacional de Educação Ambiental, no qual, a educomunicação se insere, é promover mais informações contextualizadas e desenvolver o aspecto dialógico.

COMUNIDADES EM MOVIMENTO
Daniel Raviolo, sociólogo da ONG Comunidade e Cultura, de Fortaleza, CE, apresentou o projeto Jornal Escolar Primeiras Letras, iniciado em 1995 pela entidade, com estudantes de 1ª a 5ª séries. Um de seus destaques diz respeito à discussão e à campanha que os alunos de escolas do agreste desenvolveram em jornais escolares produzidos por eles, em 900 unidades do CE, BA, PI e RN, a partir de 2005. “Se a população não fala, nunca vai às ruas demandar políticas, para o gestor público agir”, salientou.

Segundo ele, o tema extrapolou a sala de aula já que 85% das crianças relataram que os jornais foram lidos por suas famílias. “Trataram dos temas de agroflorestas e adubação verde, além da importância das cisternas. Houve um plano de aula para a seqüência didática trabalhada pelos professores e os estudantes puderam expor sua opinião sobre a desertificação”, contou. Para colocar o projeto em andamento, as parcerias são firmadas principalmente com as secretarias municipais de educação, além da iniciativa privada.

Da região norte do país, o exemplo trazido ao evento foi o de comunidades ribeirinhas do rio Tapajós, no Pará, que se manifestam por meio da Rádio Mocoronga (identificação de quem nasce em Santarém), coordenada pelo projeto Saúde e Alegria, com patrocínio da iniciativa privada. “É a ampliação do espaço de participação e do exercício de cidadania da juventude ribeirinha, de 31 comunidades, que tem autonomia de conteúdo”, explica Fábio Pena, coordenador de comunicação da entidade.

Outra experiência do exercício de protagonismo comunitário foi do projeto A Nova Cartografia Social da Amazônia, que descreve o cenário de lutas e conquistas de movimentos sociais locais, com apoio da Ford Foundation, de universidades e entidades do terceiro setor.

A economista e pesquisadora Jurandir Novaes apresentou trabalhos, que descrevem peculiaridades de identidades culturais e conflitos vivenciados por comunidades, como a Associação de Moradores Francisco Coelho, de Marabá, PA, narrados pelos próprios moradores; como também de moradores ribeirinhos de ilhas do Belém, e de quebradeiras de coco de babaçu, entre outras. “São 4 séries, 80 fascículos, 7 livros e dois mapas, que não se restringem mais à Amazônia, e descrevem, também, a realidade de faxinaleses, comunidade típica no PR”.

ARESTAS NA COBERTURA JORNALÍSTICA
O papel da imprensa na cobertura das pautas ambientais foi mais um tema de destaque, durante o VI Simpósio de Educomunicação, com a apresentação da pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira, realizada pela ANDI -Agência de Notícias dos Direitos da Infância. O levantamento foi apresentado por Veet Vivarta, secretário-executivo da instituição. O trabalho analisa notícias veiculadas em 50 jornais brasileiros - entre julho de 2005 e junho de 2007- sobre a cobertura das mudanças climáticas, com o apoio da Embaixada Britânica.

No aspecto educomunicativo, Vivarta relatou que a mídia fala muito pouco sobre o conceito de mudanças climáticas (1,11%), o que dificulta o entendimento por parte do cidadão comum. “No contexto dos cidadãos, 12,7% das publicações mencionam o público-alvo afetado pelas mudanças climáticas e 18,1%, que as populações de baixa renda serão especialmente afetadas”, comentou. Outro aspecto relevante, de acordo com os resultados, diz respeito ao número reduzido de questionamentos sobre a responsabilização sobre as mudanças climáticas.

JOVENS REPÓRTERES
Com fala firme e decidida, o estudante Eduardo de Melo Floriano - 14 anos, da 8ª série da EE Deputado Salomão Jorge, de Carapicuíba, SP, que integra a ONG Interferência, do bairro do Jaguaré -, experimentou a rotina de repórter, pela primeira vez. Com olhar atento aos mínimos detalhes, ele registrou os debates do dia 30, disputando com outros "jornalistas" para entrevistar os palestrantes convidados. “Tento separar minha opinião, do que estou escutando. Dependendo do argumento, o especialista me conquista”. Eduardo ainda revelou que a experiência resultou em uma certeza, pelo menos. “Não sou um consumidor consciente. Preciso mudar!”. Isso ele constatou depois de ouvir a palestra sobre o tema ministrada por Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.

Já Juliana Alves Marques - 14 anos, da 8ª série da Emef General Euclides de Oliveira Figueiredo, da Vila São Francisco, participante da mesma ONG de Eduardo -, confessa que, apesar da vergonha, não pensou duas vezes em usar seu gravador. “O jovem tem de ter interesse pelas coisas e saber o que faz. Temos de ‘maneirar’ no consumo da água, que está em falta”, ressaltou.

Os alunos das escolas públicas integraram um grupo de 100 adolescentes participantes de entidades parceiras dos programas de educomunicação do NCE/USP, que realizaram a cobertura do evento - veja no site do Simpósio - difundida por meio da web-rádio e do Canal Futura, com o apoio de 30 orientadores. “Isso representa um laboratório do processo de educomunicação no qual podemos nos sentir construtores das idéias”, disse Ismar de Oliveira Soares, coordenador do NCE/USP.

Marisa Vassimon, gerente de Mobilização Comunitária do Canal Futura, revelou que a participação de crianças e jovens a partir de 11 anos na produção do canal, já é uma realidade por meio de conselhos editoriais e da veiculação de 50 mini-programas, entre outras ações. “É uma forma de ampliação de competências profissionais, como também da ampliação das redes sociais. Com isso, há um aprendizado mútuo”, finalizou.



Postado por Carmen Gattás

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