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7 de junho de 2008

Museu vivo - Por Gabriela Varanda

Os 200 anos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro - que serão completados dia 13 de junho - estão sendo muito bem comemorados com a criação do Museu do Meio Ambiente. Iniciativa pioneira no mundo, ele visa a preservação ambiental e o incentivo à relação do homem com a natureza.
Em meio a tantas paisagens nativas deslumbrantes, a cidade do Rio de Janeiro tem, ainda, o privilégio de abrigar um patrimônio inestimável, concebido pelo homem, mas também bonito por natureza: o Jardim Botânico. Criado em 13 de junho de 1808, por D. João VI, ele ocupa uma área total de 137 hectares e é um verdadeiro museu vivo.
Um dos dez mais importantes do mundo, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro conta, hoje, com cerca de 8 mil espécies da flora nacional e de várias partes do planeta, além de trechos remanescentes de Mata Atlântica. Um passeio pelas suas aléias revela, ainda, um precioso patrimônio arquitetônico: prédios históricos tombados, belos chafarizes, fontes e esculturas. A instituição - dona desse acervo valioso - tem um motivo a mais para comemorar os 200 anos de existência, que completa este ano: passará a abrigar o Museu do Meio Ambiente, projeto dedicado à preservação ambiental e à relação do homem com a natureza, uma iniciativa pioneira no mundo.
Um casarão histórico, do final do século XIX, situado na frente do terreno, foi inteiramente restaurado para receber o museu. A construção, que chegou a abrigar o antigo Museu Botânico, tem dois andares, cada um deles com 400 m2. O projeto de restauração preservou a fachada e prevê a ocupação distribuída em 12 salas, um hall de entrada e um subsolo, com café e livraria. "Vamos dedicar cada uma das salas a um bioma brasileiro", explica Guido Gelli, Diretor da Prefeitura do Jardim Botânico.

No hall de entrada, o visitante receberá informações gerais sobre o museu e, ainda, fones de ouvido para ouvir explicações gravadas sobre cada uma das salas visitadas.

Nas duas primeiras salas, há uma introdução à história do planeta Terra, desde sua criação, na grande explosão do Big Bang, até sua atual localização no sistema solar, na galáxia e sua situação de pequeno planeta imerso no Universo. "Vamos mostrar, ainda, que a camada da biosfera, onde a vida é possível na Terra, é limitada a uma pequena faixa, onde as condições de temperatura e pressão são específicas", explica Gelli.. Na terceira sala, o Brasil passa a ser o tema da exposição. Um grande mapa mostra os sete biomas brasileiros - mata atlântica, cerrado, pantanal, pampa, litoral, floresta amazônica e caatinga - e sua distribuição pelo território nacional. "Essa informação visual demonstra, por exemplo, que a Amazônia ocupa uma área duas vezes maior do que a da Europa Ocidental", lembra Gelli.

Já nas sete salas seguintes, cada bioma brasileiro será representado por projeções em telas LCD, com imagens e sons próprios desses cenários. "O objetivo é de que o visitante tenha a real sensação de estar passando por aquele local. Todo o acervo é interativo. Na sala dedicada à Amazônia, por exemplo, o visitante se sentirá dentro de um barco, como se estivesse descendo o Rio Amazonas, ouvindo o barulho da água, dos animais e vendo a vegetação a sua volta", explica Gelli. "É uma imersão em cada um desses ecossistemas", completa. Dedicada às obras do homem no planeta, a décima-primeira sala mostra as malhas urbanas, as grandes construções, o lazer e a vida cotidiana nas cidades. "Aqui, não teremos uma visão catastrófica do futuro. Há também um lado bom na vida moderna, mas certos limites devem ser respeitados", informa o diretor.

Para lembrar que o homem pode, também, contribuir positivamente com o planeta, a última sala mostra o trabalho de ecologistas, ONGs e outras entidades na preservação da natureza. "É claro, que nosso maior exemplo será um militante brasileiro, Chico Mendes, e sua atuação na comunidade seringueira da Amazônia", destaca.

O prédio terá ainda instalações que facilitam o acesso de cadeirantes e um elevador panorâmico. "A idéia do Museu do Meio Ambiente não é mostrar a natureza isolada dos homens, mas sempre a interação entre os dois, que deve ser feita de maneira inteligente e generosa", conclui Gelli, que destaca que o acervo será completamente reunido até o final do ano.

Para quem não quer esperar para festejar os 200 anos do Jardim Botânico do Rio, boas novidades já esperam o visitante: o cactário acaba de receber cem novas espécies, com a aquisição de plantas nativas e exóticas, e a estufa de insetívoras e carnívoras, com cerca de 50 espécies, foi ampliada e recuperada.

Muitas exposições, palestras e outras novidades estão agendadas, ao longo do ano. Basta visitar o site da instituição para consultar a programação. Afinal, qualquer caminhada por lá é motivo de comemoração.

Em meio a tantas paisagens nativas deslumbrantes, a cidade do Rio de Janeiro tem, ainda, o privilégio de abrigar um patrimônio inestimável, concebido pelo homem, mas também bonito por natureza: o Jardim Botânico. Criado em 13 de junho de 1808, por D. João VI, ele ocupa uma área total de 137 hectares e é um verdadeiro museu vivo. Um dos dez mais importantes do mundo, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro conta, hoje, com cerca de 8 mil espécies da flora nacional e de várias partes do planeta, além de trechos remanescentes de Mata Atlântica. Um passeio pelas suas aléias revela, ainda, um precioso patrimônio arquitetônico: prédios históricos tombados, belos chafarizes, fontes e esculturas.

A instituição - dona desse acervo valioso - tem um motivo a mais para comemorar os 200 anos de existência, que completa este ano: passará a abrigar o Museu do Meio Ambiente, projeto dedicado à preservação ambiental e à relação do homem com a natureza, uma iniciativa pioneira no mundo.
Um casarão histórico, do final do século XIX, situado na frente do terreno, foi inteiramente restaurado para receber o museu. A construção, que chegou a abrigar o antigo Museu Botânico, tem dois andares, cada um deles com 400 m2. O projeto de restauração preservou a fachada e prevê a ocupação distribuída em 12 salas, um hall de entrada e um subsolo, com café e livraria. "Vamos dedicar cada uma das salas a um bioma brasileiro", explica Guido Gelli, Diretor da Prefeitura do Jardim Botânico.

No hall de entrada, o visitante receberá informações gerais sobre o museu e, ainda, fones de ouvido para ouvir explicações gravadas sobre cada uma das salas visitadas.

Nas duas primeiras salas, há uma introdução à história do planeta Terra, desde sua criação, na grande explosão do Big Bang, até sua atual localização no sistema solar, na galáxia e sua situação de pequeno planeta imerso no Universo. "Vamos mostrar, ainda, que a camada da biosfera, onde a vida é possível na Terra, é limitada a uma pequena faixa, onde as condições de temperatura e pressão são específicas", explica Gelli.

Na terceira sala, o Brasil passa a ser o tema da exposição. Um grande mapa mostra os sete biomas brasileiros - mata atlântica, cerrado, pantanal, pampa, litoral, floresta amazônica e caatinga - e sua distribuição pelo território nacional. "Essa informação visual demonstra, por exemplo, que a Amazônia ocupa uma área duas vezes maior do que a da Europa Ocidental", lembra Gelli.

Já nas sete salas seguintes, cada bioma brasileiro será representado por projeções em telas LCD, com imagens e sons próprios desses cenários. "O objetivo é de que o visitante tenha a real sensação de estar passando por aquele local. Todo o acervo é interativo. Na sala dedicada à Amazônia, por exemplo, o visitante se sentirá dentro de um barco, como se estivesse descendo o Rio Amazonas, ouvindo o barulho da água, dos animais e vendo a vegetação a sua volta", explica Gelli. "É uma imersão em cada um desses ecossistemas", completa.

Dedicada às obras do homem no planeta, a décima-primeira sala mostra as malhas urbanas, as grandes construções, o lazer e a vida cotidiana nas cidades. "Aqui, não teremos uma visão catastrófica do futuro. Há também um lado bom na vida moderna, mas certos limites devem ser respeitados", informa o diretor.

Para lembrar que o homem pode, também, contribuir positivamente com o planeta, a última sala mostra o trabalho de ecologistas, ONGs e outras entidades na preservação da natureza. "É claro, que nosso maior exemplo será um militante brasileiro, Chico Mendes, e sua atuação na comunidade seringueira da Amazônia", destaca.

O prédio terá ainda instalações que facilitam o acesso de cadeirantes e um elevador panorâmico. "A idéia do Museu do Meio Ambiente não é mostrar a natureza isolada dos homens, mas sempre a interação entre os dois, que deve ser feita de maneira inteligente e generosa", conclui Gelli, que destaca que o acervo será completamente reunido até o final do ano.

Para quem não quer esperar para festejar os 200 anos do Jardim Botânico do Rio, boas novidades já esperam o visitante: o cactário acaba de receber cem novas espécies, com a aquisição de plantas nativas e exóticas, e a estufa de insetívoras e carnívoras, com cerca de 50 espécies, foi ampliada e recuperada.

Muitas exposições, palestras e outras novidades estão agendadas, ao longo do ano. Basta visitar o site da instituição para consultar a programação. Afinal, qualquer caminhada por lá é motivo de comemoração.

Postado por Carmen Gattás

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